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Lutando contra o espelho postado por: Daniel
em: 23/02/2010
 


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ocê não cansa? Estar sempre preso a essas correntes do amor e medo não te fazem acordar sempre e gritar amaldiçoando todos os dias que sangram, as pessoas e as coisas que fizeram e fazem cada segundo você passar por toda esse processo cadavérico que faz brotar mil agulhas em teu peito? E você covarde filho da puta, acha que tudo é culpa daqueles que mais te amam, todo o ódio que sussurra ao seu lado nas bocas mais inquietas dos que atravessam seu caminho não foi causado por nada além de você. Não, meu amigo frustrado que não sabe o que quer, o segredo das caras feias e risos está em você que faz todo dia o que nem os mais imorais vagabundos hão de repetir um dia, se souberem qual a razão da insustentável razão de tua dor, só você que não vê, patético. Quem faz isso com você nunca foi a nenhum lugar sem que estivesses lá também, sua sombra é testemunha do que fazes a si próprio todo dia, monte de lixo asqueroso que teima em viver e produzir mais lixo, que só destrói a terra de tanta gente decente nesse mundo. Tu sabes no fundo e a culpa toda dessa lama que você vê entrando no seu quarto e cada dia mais te chega a quase sufocar não é produzida por ninguém, é você que empurra todo o lixo pra dentro da sua mente. É você que atrai todo esse tipo de merda produzida sei lá por quem, é você que passa as mais belas enluaradas noites trancado em seu aposento fedido e úmido, apostando corrida com o tempo, tentando descobrir quem gasta mais safras de possíveis seres humanos por hora. Vista-se com teu mais belo trapo, venha aqui fora conhecer a vida, algo que nunca provaste antes te espera, a noite, calma com seus prazeres amedrontadores nunca viu seu rosto, quer lhe conhecer. Ridículo, ainda se trancas e tens medo de sair, não quer pobre novato, conhecer a lua e pela noite perambular sem medo? que covardia guardas dentro desse seu coração amargurado, qual o motivo de tanta frescura, se ficares ai, todas as noites se esvairão em vão. Saia desse buraco, venha me olhar nos olhos, esses olhos que Deus sabe, já enfrentaram tantos dragões e salvaram inúmeras princesas que qualquer conto de fadas já não tem um final feliz digno de mim. Você não faz jus a esses lábios que recebeste como dom, não o usas pra beijar a boca da donzela em sua cama, nem pra tocar o mais fino dos vinhos, a morte lenta corre ao teu lado e você não sabe em que esquina ela vai te pegar. Sinto pena e nojo de você , larva criada do mofo de seu próprio suor e merda, tua raiva deveria ser contra ti mesmo, e reclamas ainda dessa situação ridícula que você se propõe a cumprir cada dia, bastardo, as algemas em tua cama, que lhe prendem o fôlego não fui em quem apertou, e essa corda em teu pescoço não foi Deus quem amarrou, não ve que tuas mãos já não te obedecem mais? essa cara de espanto ao se dar conta que tudo que digo é verdade não me faz parar, a verdade dói meu amigo, você só tem uma coisa na vida, e essa coisa esta tomando conta de você cada dia mais. Está te destruindo e você sabe disso, isso é o pior, você e seu simbionte estão cada dia mais fundidos, e ele se alimenta de você. Voce olha no espelho e cada hora se reconhece menos, a ilusão criada em sua mente não pode ser você, pensa. Mas ah, se um dia pudesse desfazer o que começou isso, daria qualquer coisa, se veria livre de algo que está preso e se sente indefeso com isso. Não podes mais escapar, olha pro lado e quem esta lá é só mais um inimigo, não é só porque você a ama que ela deixa de ser seu maior demônio, tua boca cheia de sangue, foi por causa dela, que mordeste teus lábios ao invés de beija-lo. E digo mais, meu companheiro de viagem platônica, esses olhos verdes que ela carrega são o mesmo mar em que te afogas ao ver que está nadando para nunca chegar. Veja tuas mãos , são gastam e cheias de bolhas como as mãos de um mineiro procurando cada vez mais a salvação numa pedra dourada inexistente, não se cansas de cavar. O desfecho de tua história será contada não mais por mim, teu cérebro em expansão, será tua vez de quebrar as correntes e se libertar do mal que te afaga o peito, séria tu capaz de suportar a dor da lança que atravessará teu corpo ao sair por aquela por e nunca mais voltar? e a dor do abandono que será como o peso de mil torres em tua cabeça, só o tempo dirá e só as palavras mais doces curarão tuas feridas, palavras que encontrará em outra feiticeira que te amará e matará aos poucos todos os dias com uma fruta encantada.


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